'Quantas vezes eu te olhei e te vi feliz. Muitas vezes te vi e pensei sobre ser segura de si mesmo, de não me importar, de odiar a todos, de viver meu mundo, de não me abalar, não me deixar afetar.
Eu queria ser igual a você.
Algumas vezes te vi relapso, e pensei ver alguém vivendo um outro mundo do qual eu não conhecia..do qual eu nunca me fiz saber.
Uma barreira. Você, tão diferente, e talvez tão imiscível.
Me provou que nada é o que parece ser.
Da onde vinha aquela voz suave, as palavras doces, de alguém tão nem aí, tão egoísta a princípio.
E de onde você tirou aquele grande sorriso largo dado de presente pra alguém que você nem sabia se lhe queria bem.
Seu coração de portas abertas pra quem quer que fosse.
Conheci suas empolgações, seus medos, suas nêuras.
E depois percebi, aquela segurança era uma máscara. Talvez uma proteção.
Vi o quanto há de mim em você. Do quanto você precisa do amor, e o quanto eu preciso de você.
Não podia acreditar que você, com todas as suas cores e gritos, ora ficava triste.
Quase sempre tão desiludido...Porque você nunca soube, o quão adorável você é.
E aquela pessoa insensível sumiu quando me acolheu, mesmo eu ensopando sua blusa...
Mesmo eu te passando minha doença.
Aquela pessoa de vidas passadas, da vida de agora, e de outras vidas que virão.
Porque não veio antes?
Minha vida precisava das suas frases, dos seus livros, das suas músicas, dos seus amores.
Minha vida sempre quis alguém assim.
Você apareceu do nada e me provou que você não era bonito só por fora.
Me mostrou um outro alguém. Alguém totalmente diferente do que eu via, do que eu não tocava, do que eu julgava, de longe.
O que dizer sobre você se as palavras bonitas foi você quem inventou?
Eu só quero, eu só espero, que você nunca me esqueça, nunca me deixe.
Temos planos e sonhos. Amores e desamores. Nossa liberdade nos consome.
E passaremos pelo que for juntos. Porque eu não me vejo sem você. E seria tão clichê terminar dizendo que eu te amo.
Eu sei que você já sabe.
Que eu jamais poderia, sorrir sem seus dentes, amar sem seus braços.'
(Song:The Scientist - Coldplay)

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